sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Texto de futuro anônimo

Há tanto estou isento de escrever algo que flua em meu pensamento. Meu coração  ou cérebro já não difundem aos quatro cantos do meu pequeno mundo o que deseja ou pensa sobre os dias esgueirados no tempo. Me pergunto por qual motivo me ponho a escrever neste blog. Ninguém lerá sequer uma dessas linhas, sera apenas um texto morto e sem vida atuando num mundo virtual desnorteante e imprevisivelmente previsível... Internet, meus pensamentos livres num campo sem domínio ou regras - bom, isso é bobagem. Já se faz uns dois ou três anos que não escrevo um texto sequer, as vezes alguma letra de música ou algo simples e descomplexado que logo após seu termino viaja abruptamente para a lixeira. Estou aqui agora em frente ao computador e tento dizer algo entalado, agarrado em minh'alma, mas não consigo faze-lo. O que desejo realmente, o que realmente me fará com que eu me veja e me sinta vivo? Como destruir a muralha em volta de meu ser criada pelas tecedeiras do destino? Hoje estou acondicionado, preso dentro de mim mesmo graças a tantos outros tijolos no muro. Eu gostaria de sair a luz do dia, fujir da sombra da noite. Quanto mais terei que viver até que encontre novamente o sorriso? Ha coisas que já estão entre meus dedos e então porque eu não consigo aperta-las e senti-las materialmente? Porque o mundo já não me oferece prazer, onde foi que eu perdi meu eu? Eu espero encontrar algo que não sei o que é, desejo , sinto uma saudade imensa de algo que eu nunca vi, talvez quando encontrar Deus, quando o sentir, quando o ver, quando falar com Ele tudo se resolva, espero, para o meu próprio bem, que isso apague toda a angustia que se agarra em mim desde minha meninice. Queira Deus que eu recupere minha ânsia por viver e ser feliz, que eu possa escrever, viver e ser alguém digno de mim mesmo.